Bad Blood

Aquela é Taylor Swift, é o mal em figura de gente. Ela parece uma garotinha egoísta, traiçoeira e descarada, mas ela é muito, muito mais do que isso! A cantora surgiu em uma época que o mundo pop estava um caos: ícones da inocência americana como Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton estavam crescendo e mostrando que não são tão inocentes assim. Neste coquetel de festas, drogas, processos jurídicos e ataques a paparazzis, 2007 abriu a brecha perfeita para alguém que quisesse tomar a imagem de típica girl next door americana – e Taylor caiu como uma luva nessa necessidade. Com cabelos loiros e enrolados, olhos claros e looks sempre leves e neutros que enfatizavam essa imagem de boa garota, Taylor emerge na cena pop e toma vantagem de cada oportunidade de substituir suas antecessoras – e isso se mostra em sua música, uma vez que ela sempre canta sobre relações mal resolvidas, a espera de um príncipe que chegará num cavalo branco ou uma rival cujo único objetivo é roubar seu namorado. Tudo favoreceu para que essa imagem, friamente calculada, a lançasse na cena musical; assim como a grávida de Taubaté, Swift não mediu esforços em suas aparições públicas para reforçar os pensamentos do mundo em relação a ela: vestidos e peças nude, silhueta sempre marcada, maquiagem leve e acessórios lady like apontavam para a imagem de boa-moça.

12 anos depois, a cantora já não se preocupa tanto em manter essa figura; seu foco agora é outro: o de garota descolada. Essa mudança de estilo (que começou por meados de 2011) lançou Taylor como ícone da moda e referência para o street style.

Com roupas mais curtas, justas, chokers e maquiagem de bad girl, Swift sempre anda com sua "Girl Squad" de modelos e atrizes – o que a auxilia na impressão de “garota descolada”. A Taylor não agrada a todos, mas não podemos negar que ela está sempre em busca de se reinventar, no meio de polêmicas, separações bombásticas, grandes hits, ou simplesmente saindo com as amigas.